Comprar um imóvel, por meio de um financiamento imobiliário, é uma das formas que as pessoas têm de realizar o sonho da casa própria. Contudo, é importante conhecer todas as exigências impostas pelas instituições e pelo governo na hora de avaliar essa possibilidade de obtenção de crédito.

Algumas regras estão relacionadas ao valor do imóvel e às taxas de juros, por exemplo. Se você quer ficar por dentro das mudanças previstas para o próximo ano, continue com a gente e leia este artigo até o final.

Rapidez na hora de obter financiamento imobiliário

A procura por imóveis diminuiu nos últimos anos devido à crise econômica. Isso fez com que os bancos registrassem um fato curioso: está sobrando dinheiro para financiar imóveis! Isso acontece porque o volume de depósitos na poupança voltou a crescer, paralelo ao fato de que o comprador está mais resistente à ideia de investir em imóveis.

Isso fez com que o processo de aprovação de crédito diminuísse de prazo. Em entrevista ao jornal Gazeta do Povo, o especialista em mercado Feliciano Giachetta esclarece que esse prazo caiu de 90 para 45 dias, desde que o comprador comprove sua possibilidade de pagar as parcelas. Em alguns casos, este prazo pode cair ainda mais!

Mudanças no valor de imóveis financiados pelo SFH

O Sistema Financeiro Habitacional (SFH) é o sistema financeiro mais popular na hora de financiar um imóvel no Brasil. Algumas regras importantes mudaram em 2018 e serão novamente atualizadas em 2019.

O valor máximo de um imóvel que pode ser financiado pelo SFH será de R$ 1,5 milhão. Atualmente, ele é de R$ 950 mil nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal. Nos demais estados o teto máximo é de R$ 800 mil.

Além disso, os bancos terão liberdade para definir o valor da taxa de juros que incidirá nos contratos. Hoje, o SFH impõe um valor máximo de 12% ao ano. Em 2019, isso deixará de valer, pois a obrigatoriedade de usar 80% dos recursos para financiamentos do SFH não existirá mais. Os bancos terão liberdade para escolher o sistema de financiamento que quiserem.

É importante frisar que a expectativa é de que as taxas cobradas pelo mercado continuem em torno de 8% a 9% ao ano, ou seja, os bancos não costumam cobrar o valor máximo imposto pelo SFH.

Isso também significa que as pessoas poderão usar o seu saldo do FGTS para comprar imóveis de valor mais elevado. Além disso, será possível usar esse capital para amortizar as dívidas dessa compra ou pagar possíveis parcelas atrasadas. É possível usar o FGTS para esse objetivo uma vez a cada dois anos.

Incentivo para os financiamentos de até R$ 500 mil

O Conselho Monetário Nacional (CMN) incentivará as instituições financeiras que financiarem imóveis de até R$ 500 mil. Essas empresas terão mais acessos a recursos. Portanto, espera-se para o próximo ano que os bancos facilitem o acesso ao crédito de pessoas interessadas nesse tipo de imóvel.

Como vimos neste artigo, o governo está empenhado em facilitar a compra de imóveis por meio do financiamento imobiliário. Isso é muito bom, pois aproxima o consumidor da realização do sonho da casa própria.

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